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Sinais ignorados

Sinais ignorados

Todos os dias nos deparamos com violência doméstica de todos os tipos. Porém, antes de a violência surgir, existem sinais que muitas vezes não são percebidos. Sou divorciada há alguns anos e possuo um aplicativo de relacionamento em meu celular. Ao conversar, é possível perceber alguns sinais.
Digo: “Olá, muito prazer, me chamo Sandra”, e a resposta é: “Oi, gostosa” ou “Oi, delícia!”. Essa não é uma forma adequada de cumprimentar alguém. O sujeito não me conhece, não dei liberdade a ele. Será que, se ele me conhecesse em seu trabalho, em uma mesa de reunião, me daria o mesmo tratamento?

Ainda vejo outros perfis em que todas as fotos mostram a pessoa com bebida, e me pergunto: é isso que ele tem para me oferecer? Muitos ainda se “vendem” pelo que possuem — carros, casa com piscina, jet ski, lancha e por aí vai. O que esse homem tem a oferecer não é ele, mas sim as coisas que possui.

Alguns ainda mostram o que não são ou o que não têm para atrair mulheres desavisadas. Não podemos ignorar os sinais. Devemos avaliar o perfil da pessoa e deixar bem claros nossos interesses e, principalmente, nossos valores. Observe na pessoa o jeito de conversar, o meio em que ela vive, o quanto ama e respeita seus pais e demais familiares, como trata as pessoas, o que fala da ex-mulher e o que deseja para ela, como trata os filhos — isso é muito importante. Não tenha receio ou vergonha de dizer: “Eu não gostei”, “Eu não quero”, “Não é isso que eu espero”. Às vezes, é melhor ficar sozinha do que mal acompanhada.

Existe um ditado que diz: “Os opostos se atraem”. Não acredite nisso, pois você poderá viver uma vida infeliz, sem gostar das mesmas coisas, com valores e pensamentos diferentes. E, por fim, há algo muito importante: não escolha alguém somente pelo sexo. Com o tempo, o sexo diminui. Escolha alguém cuja companhia você ame, que admire, com quem possa conversar por horas. Pois, na velhice, é isso que mais fará diferença. Não aceite menos do que você merece, pois você merece ser feliz, amada, desejada, reconhecida e admirada.

Sandra Campos conhece bem a dor e a transformação que podem nascer do sofrimento. Há dois anos, perdeu seu filho, de 24 anos, para o suicídio. Desde então, decidiu transformar a dor em propósito e passou a atuar como ativista pela vida por meio do projeto “Não te julgo, te ajudo!”. Hoje, Sandra se coloca à disposição para ouvir, gratuitamente, pessoas que estejam em sofrimento emocional, oferecendo acolhimento, escuta e humanidade a quem mais precisa. Celular: (11) 94813-7799

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