{"id":662,"date":"2025-11-12T10:12:34","date_gmt":"2025-11-12T13:12:34","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalaquinoticias.com.br\/?p=662"},"modified":"2025-11-18T11:21:29","modified_gmt":"2025-11-18T14:21:29","slug":"transacao-tributaria-a-nova-fronteira-da-negociacao-entre-fisco-e-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalaquinoticias.com.br\/index.php\/2025\/11\/12\/transacao-tributaria-a-nova-fronteira-da-negociacao-entre-fisco-e-empresas\/","title":{"rendered":"Transa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria: a nova fronteira da negocia\u00e7\u00e3o entre Fisco e empresas"},"content":{"rendered":"\n<p>Ferramenta de gest\u00e3o estrat\u00e9gica para empresas com passivos relevantes, a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ganha protagonismo no cen\u00e1rio fiscal brasileiro ao substituir o embate judicial por solu\u00e7\u00f5es negociadas com base na realidade financeira do contribuinte. Longe de ser um novo Refis, o instituto se consolida como um mecanismo moderno de pol\u00edtica p\u00fablica, oferecendo alternativas eficazes para equacionar d\u00e9bitos tribut\u00e1rios, reduzir lit\u00edgios e promover seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Igor Magalh\u00e3es, especialista em Direito Tribut\u00e1rio e Neg\u00f3cios Estrat\u00e9gicos do escrit\u00f3rio Amadiz Advogados, a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria representa uma mudan\u00e7a de paradigma na rela\u00e7\u00e3o entre Fisco e Contribuinte. \u201cA transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um favor, \u00e9 uma negocia\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. Ela supera\u2014e muito\u2014a ideia de um &#8216;parcelamento com desconto&#8217;. \u00c9 um modelo de intelig\u00eancia, focado na &#8216;viabilidade de recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito&#8217;, que permite ao Fisco e \u00e0 empresa constru\u00edrem juntos &#8216;solu\u00e7\u00f5es personalizadas&#8217;. Para isso, ela exige &#8216;transpar\u00eancia&#8217; e uma profunda &#8216;an\u00e1lise de riscos&#8217;, considerando a &#8216;capacidade de pagamento&#8217; real.\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um estoque bilion\u00e1rio de processos tribut\u00e1rios e a baixa efetividade na recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos em lit\u00edgio, levaram o Estado a adotar abordagens mais pragm\u00e1ticas. A transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria foi concebida justamente para transformar esse cen\u00e1rio, promovendo a resolu\u00e7\u00e3o consensual de conflitos e desafogando o Judici\u00e1rio. \u201cA velha abordagem da &#8216;disputa judicial sem fim&#8217; falhou. Hoje, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a &#8216;intelig\u00eancia negocial&#8217;. Empresas com passivos significativos perceberam que a transa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma &#8216;alternativa realista&#8217; e estrat\u00e9gica. O objetivo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 &#8216;reduzir d\u00edvidas&#8217;; \u00e9 &#8216;mitigar riscos&#8217; e garantir &#8216;previsibilidade fiscal&#8217;, algo que o lit\u00edgio jamais ofereceu.\u201d, pontua Magalh\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos setores da economia j\u00e1 se beneficiam da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, sobretudo aqueles com alta carga tribut\u00e1ria ou grande volume de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. Ind\u00fastrias impactadas por discuss\u00f5es de ICMS, transportadoras com d\u00edvidas de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e empresas de servi\u00e7os com d\u00e9bitos previdenci\u00e1rios, por exemplo, t\u00eam conseguido reduzir significativamente seus passivos por meio de des\u00e1gios expressivos, parcelamentos diferenciados e uso de preju\u00edzos fiscais e base negativa de CSLL. \u201cTemos acompanhado casos em que a d\u00edvida foi reduzida em at\u00e9 65% do valor principal, com parcelamentos em at\u00e9 145 meses. Em outros, o uso de cr\u00e9ditos fiscais e preju\u00edzos acumulados permitiu regulariza\u00e7\u00f5es quase sem impacto no fluxo de caixa. \u00c9 uma oportunidade de reestrutura\u00e7\u00e3o fiscal com ganhos concretos para a empresa e para o Estado\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 confus\u00e3o no meio empresarial sobre a natureza da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Diferente dos programas de Refis \u2014 que ofereciam parcelamentos padronizados e abertos a todos, a transa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma negocia\u00e7\u00e3o individualizada, condicionada \u00e0 capacidade de pagamento do devedor, ao risco de recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e ao interesse p\u00fablico. \u201c\u00c9 importante deixar claro: a transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um Refis disfar\u00e7ado. Ela exige an\u00e1lise criteriosa, transpar\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es e compromisso com a regulariza\u00e7\u00e3o fiscal. \u00c9 um marco na rela\u00e7\u00e3o entre Fazenda e o Contribuinte\u201d, destaca o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a no perfil da cobran\u00e7a fiscal elevou tamb\u00e9m o papel do advogado empresarial. A presen\u00e7a de uma assessoria jur\u00eddica especializada, com atua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e preventiva, passou a ser fundamental para viabilizar propostas de transa\u00e7\u00e3o bem-sucedidas desde o mapeamento do passivo at\u00e9 a interlocu\u00e7\u00e3o com o Fisco. \u201cA atua\u00e7\u00e3o do advogado tribut\u00e1rio deixa de ser apenas reativa, na transa\u00e7\u00e3o ele atua como um estrategista, elaborando propostas fundamentadas, alinhadas ao interesse e \u00e0 realidade econ\u00f4mico-financeira do Contribuinte, ao risco de cr\u00e9dito envolvido\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ferramenta de gest\u00e3o estrat\u00e9gica para empresas com passivos relevantes, a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ganha protagonismo no cen\u00e1rio fiscal brasileiro ao substituir o embate judicial por solu\u00e7\u00f5es negociadas com base na realidade financeira do contribuinte. 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